terça-feira, janeiro 02, 2007

Sai um 2007!!

Cheguei a 2007! Depois de 450Km de curvas, nevoeiro, chuva, nevoeiro, noite, nevoeiro e ainda nevoeiro, abandona-se o cinzentismo português e entra-se na movida espanhola, mais precisamente salamancona (ainda não sei como é que me hei-de referir a qualquer coisa derivada de salamanca, mas esta palavra parece ser adequada...).
Cidade gira, com pinta, daquelas velhas giraças todas arranjadas.
Cheios de fome, arrastamo-nos para o primeiro sítio com ar de café e percebe-se que os espanhóis partilham do efeito tapete de sala, ou seja, para quê colocar no lixo se se pode tentar esconder? O lixo que fazem entre paredes não se recolhe em baldes ou qualquer estrutura similar, o chão está bem mais à mão e parecem existir concursos para a eleição do café com mais papeis e beatas por metro quadrado.
Parte-se em busca de local para passar a media noche e descobre-se que é possível uma pequena cidade também viver de noite, mas só em alguns sítios. Entrou-se em mais discos e bares do que na minha vida inteira, o que não é complicado.
Parte-se em busca de um descanso inalcansável. É giro ficar aquartelado em cima da praça principal, não se pode é pedir sossego antes das 5 da matina.
Com os olhos a tentar acordar para um dia de passeio lá se parte em busca da reportagem fotográfica. Neste capítulo percebe-se que há gente que deve ter tendinites no dedo que capta a foto, tal a quantidade de clicks que certas máquinas conseguiram disparar. Vê-se tudo num dia e chega. É gira, mas pequena!
Entre visons e mais visons (visões, em português) consegue-se ver chegar o resto do grupo. De 4 passa-se a 10 e percebe-se que Portugal quase todo se deslocou até Salamanca. Janta-se, muito e bem e faz-se uma antecipação da noite de passagem de ano, aproveitando a desculpa de que há um elemento que até fazia anos neste dia. Entre cervejas e cervejas e ainda mais cervejas (uns mais do que outros), passa-se a noite a dançar?!?!?? (Nunca visto...). Estilos à parte, despedimo-nos de mais uma noite.
O último dia do ano pode ser catalogado como o dia em que pior se comeu em 2007. Ao pequeno almoço (fase do dia incompreendida pelos espanhóis) só se encontra ovos cozidos em mayonese, com calamares e jamon ibérico. Com um ratito no estômago encontramos essa meca espanhola que é o McDonald's. Passando por um chocolate quente com churros digno de água das pedras para acamar, acaba-se num dos piores jantares de que há memória em termos gastronómicos. Valeu pelos desejos, pelas vontades e intenções partilhadas (de forma consciente ou nem por isso) pelos que estavam sentados à mesa. O atum, os patés, a sopa de gema de ovo e os bifes com chocolate (escrito até não fica mal...) foram brindados com uvas de conserva coincidentes com as doze badaladas. A primeira badalada foi comemorada como se fossem doze pelos poucos milhares de conterrâneos que estavam na plaza mayor de Salamanca, onde uma bufanda do glorioso se agitava ao vento. A noite continuou entre barragens em disconights e danças apertadinhas. Saiu-se bem do ano que passou!
O ano novo chegou e que pelo menos não seja pior do que este.

3 Comments:

Blogger sanches said...

depois desta descrição só falta mesmo a reportagem cartoon prometida durante a viagem de regresso ;)

9:17 da manhã  
Anonymous Catia said...

A tua descrição da passagem de ano foi muito bem conseguida! No entanto, venho reivindicar em praça pública, a omissão da parte com "bolinha" sobre o ritual de acasalamento das cegonhas, o entumescimento dos bulbos (nós sabemos a que me refiro ;)), e ainda sobre os artigos didáticos que se vendiam numa lojinha junto à catedral de Salamanca! :) Com sorte talvez venha isso retratado no cartoon prometido :)

7:50 da tarde  
Anonymous Lingua de Trapo said...

Falta não só o ritual de acasalamento das cegonhas, o entumescimento dos bulbos...mas também, a base de investigação dos preservativos Pleasure max da Durex....
Vamos perdoar, todos os votos menos católicos para 2007, já que tivemos sp um Jesus Cristo na Cruz junto a "nós" (sem esquecer do O rh+)!!!

9:41 da tarde  

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