quinta-feira, dezembro 07, 2006

Talvez um dia...

Tenho alturas da minha vida em que penso nas escolhas profissionais que fiz e, às vezes, não sei se me arrependo. Quando namoramos alguém e a dúvida nos apoquenta, a melhor solução será partir para outra. A profissão que se escolhe deveria ser para toda a vida, mas cada vez mais, menos são os que a mantêm para todo o sempre.
Sou o que se pode considerar um neo-conservador, não gosto de misturas ou mudanças. Se estou bem, vou ficando até me deixar estar.
Mas há sempre algo que remoi no que diz respeito às duvidas básicas. Será que arriscar a ser mordido, chegar a casa a tresandar a canídeo e a gatídeo, não ter horas fixas para nada, entre outras coisas, compensam o ecletismo da profissão que exerço?
Será que não estaria melhor noutro lado, com outros animais? A duvida persiste, umas vezes maior, outras mais pequena. A porta de saída deste problema está agora muito mais escancarada...

Outro site de notícias escreve que o preço do cancro de pulmão está pelas horas da morte.
É uma questão de fazer as contas e em vez de gastar num caixão, gastar em alernativas ligeiramente melhores.
Eu fumava 12-15 cigarros por dia, o que poupei em pregos para o caixão dá para ir beber uns copos valentes numa passagem de ano ligeiramente diferente.

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não te rendas ao lado negro da força... sabes que os nossos equivalentes humanos também são mordidos, arranhados, esmurrados, pontapeados e sujeitos a outras formas de violência. A nossa profissão não se esgota na clínica nos moldes em que a praticamos. Se bem que esteja a fazer diligências para abandonar o clube... :)

11:44 da manhã  

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